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2014

31 de dezembro de 2014
2014 apresentou-se timidamente, não se quis revelar muito: parecia ser mais um ano como os outros, aqueles que passam sem deixar grandes marcas. Aqueles em que se diz "vai-se andando", "não se faz nada", em que se sai do trabalho para ir diretamente para casa sempre, em que só se festeja realmente o aniversário se se trata de um número redondo.

2014 enganou-me bem. Em abril foi-me proposto mudar de cidade. Disse que sim sem pestanejar nem questionar muito, uma vez que sempre tinha querido uma experiência fora de portas. Sabia que seria especial, sabia que toda a minha vida iria mudar, mas nem aí lhe dei a devida importância. Hoje, no último dia do ano, sei que a mudança na minha vida e em mim é gigante.

Será por Madrid, uma cidade que me era indiferente e que hoje adoro com todas as forças? Será pelas pessoas que conheci? Ou pelo apoio das pessoas de sempre?

No beard? No, thanks.

4 de novembro de 2014

Como um prato de amendoins precisa de uma cerveja, como uma festa anos 80 precisa dos hits da Bonnie Tyler, como a seleção portuguesa precisa de Cristiano Ronaldo. Um homem precisa da sua barba. Esse conjunto de pelos que o ser humano do sexo masculino deve ter a decência de transportar sempre consigo na cara é muito mais do que isso. Mais do que esse prolongamento filiforme que às vezes faz comichão - é um statement. Um homem barbudo pode com tudo. E acusa no balão da bazófia quando é mandado parar numa operação stop.

O que torna a barba tão especial? A História conta-nos que o poder das barbas já vem de longe, não é coisa desta geração em que eles decidiram começar a enfeitá-la com flores (hipsters!). De ditadores odiosos a artistas devaneadores, muitos foram aqueles que usaram a mística da barba para construir o seu visual. Já no Império Romano os homens a deixavam crescer, mais até do que o Raul Meireles, dedicando-a normalmente aos seus deuses. Durante a guerra da Crimeia, nos anos 1850, também os ingleses se tornaram barbudos convictos, imitando os soldados que regressavam à pátria. Seguiram-se décadas de muita, muita alegria no campo da pilosidade facial. As barbas cresciam, gloriosas, em formas e comprimentos cada vez mais diversificados. Eram o símbolo máximo da masculinidade.

Não se ama alguém que não ouve a mesma canção

3 de novembro de 2014
Que o título não induza em erro. Ao contrário da minha melhor amiga, eu não escolho uma possível cara-metade pelo que diz a sua conta de Spotify. Claro que se a dita pessoa tiver como companheiros de iPod a Miley Cyrus, o Aless Gibaja e o Anselmo Ralph, e realmente gostar deles, vamos ter um problema. Mas vivo perfeitamente bem com o facto de eu ouvir rock e hardcore e a "pareja" ser fã de eletrónica, indie espanhol ou reggae (acabei de escrever reggae? Shoot me!).

Neste caso, a "canção" refere-se ao modo de viver a vida e aos projetos que se têm. E isso sim é determinante, por muito bom que seja partilhar um concerto com alguém especial... como o pobre Rui Veloso tanto queria fazer no Rivoli.