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It's a match! O Tinder e eu

4 de março de 2015

É como simplifica a minha amiga M: se eu compro roupa online, procuro emprego online e vejo filmes online, porque não conhecer pessoas online? Já todos o fazemos desde os tempos da Maria Caxuxa do mIRC, ali a partir de meados da década de 90. Depois evoluímos para MySpaces, Messengers, Hi5s, Facebooks, Twitters, Instagrams e por aí adiante... Mas, independentemente do formato eleito, a essência do engate online é sempre a mesma. E tão questionável quanto a do engate não virtual.

Ainda que sabendo tudo isto, não foi de ânimo leve que me rendi aos sites/apps de online dating. Primeiro porque "Pá, o amor não se procura, acontece quando menos se espera!" e blablablá. Depois, porque não me conseguia imaginar a ir ter com um completo estranho para beber uma cerveja, morta de vontade de me enfiar num buraco.

Um dia vou ser viciada em exercício físico

2 de março de 2015



... Hoje não é o dia.

Gostava de ser como aquelas celebridades e bloggers que adoram beber o seu batido de espinafres, mirtilos e bagas góji de manhã e rumar ao ginásio. Ou que comem o seu overnight oat e se fazem à estrada, preparando-se para a próxima Maratona de Lisboa. Seguem todo o plano fitness definido pelo personal trainer, executando-o com um sorriso no rosto enquanto tiram mais uma selfie para partilhar no Instagram. Agachamentos, abdominais, flexões e pranchas são feitos como uma perna às costas e um dedo no botão do iPhone.

Gostava de ter tal motivação. Gostava mesmo muito de gostar do ginásio, mas não. Não suporto nenhuma das fases do ritual, desde o preparar do saco aos alongamentos, passando por todo o suor envolvido pelo meio (só gosto mesmo do duche no final, mas é normal - quando se tem em casa um termoacumulador que dá 5 minutos de água quente, o duche do ginásio é elevado a spa). E pergunto-me: se eu não estou propriamente em forma e não me consigo motivar, como o fazem os corpos perfeitos que se veem por este Instagram fora? Com um rabo ligeiramente mais duro já me dava por contente e mais facilmente ainda me alapava no sofá e sacava de um Bollycao.

Fevereiro em Madrid

1 de março de 2015

O ano começou de forma atabalhoada, com uma viagem precipitada na companhia de uma pessoa que conhecia há pouco tempo. Uma relação-flash que começou, avançou e acabou à velocidade do esperado TGV entre Lisboa e Madrid. Este meu comboio de alta velocidade pessoal descarrilou quando ainda nem o pica tinha vindo checar o bilhete. E aquilo que podia ter sido uma bonita conexão Lisboa-Madrid perdeu-se antes de se concretizarem as prometidas caravanas espanholas inspiradas pelos Doors.

Silver and gold in the mountains of Spain
I have to see you again and again