Top Social

Image Slider

Atlantik Corner: bem-vindos a casa

6 de dezembro de 2016
Foto: DR Atlantik Corner

Emigrante "tuga" que se preze gosta sempre de encontrar na sua cidade de acolhida um novo restaurante português, onde se possa sentar a comer um bom prato de bacalhau e acabe com um café Delta tirado como deve ser. Mas o Atlantik Corner, inaugurado em setembro de 2015 no Bairro das Letras, é muito mais do que um restaurante português.

Profissão: influencer

22 de novembro de 2016


“Anita, o que queres ser quando fores grande?”
“Influencer, mamã. Quero ser influencer.”

É, já lá vai o tempo da Anita no ballet e da Anita mamã. INFLUENCER é agora a palavra de ordem, o apogeu do sucesso pessoal na Internet e uma profissão com todas as letras para cada vez mais pessoas.

Confiantes vestidas e despidas

3 de novembro de 2016
‘Sie Kommen, Dressed and Undressed’, Helmut Newton, 1981

Este par de fotografias de Helmut Newton (1948-2004) estreou-se nas páginas das Vogue de França e Itália, onde se publicavam com frequência imagens consideradas demasiado sugestivas para a edição americana da revista. Newton transporta para as fotos a sua forma desapegada e fria de retratar a mulher moderna. E, o mais interessante, capta as modelos a posar igualmente confiantes tanto vestidas como nuas. Não era assim que todas devíamos andar pela vida? Quero dizer: CONFIANTES, não necessariamente com as maminhas ao léu (só às vezes).

9 coisas que podes fazer quando vives sozinha

1 de novembro de 2016
Foto: Bridget Jones's Diary

Viver sozinha pode ser mais assustador do que a noite de Halloween - e também mete caras borradas, música de Misfits no máximo e aranhas. Mas aquelas que abrem mão de dormir em conchinha sabem que a independência tem vantagens incontestáveis. Estas são nove das coisas que tens completa liberdade para fazer quando vives all by yourself:

1. Dar largas à javardola que há em ti
A loiça não tem de ser lavada logo após cada refeição, os lençóis e toalhas aguentam-se sem mudar mais do que uma semana, o chão pode acumular pó e a casa de banho sarro. Ninguém se vai queixar! Mas também és tu e só tu quem vai ter de levar com a imundice.

Tudo sobre as minhas mamas #2: O autoexame

19 de setembro de 2016
Os Padrões da Comunidade do Facebook deixam-no claro: "Restringimos algumas imagens de seios femininos se estas incluírem o mamilo." O Instagram, também da família de Mark Zuckerberg, segue a mesma regra. É um tema que tem levantado muita polémica e que gerou mesmo um acalorado movimento próprio, o #freethenipple, até porque os mamilos dos homens podem aparecer... e inclusive abanar-se perante as câmaras (há pessoal do reggaeton que é especialista nisso).

A agência de publicidade David Buenos Aires agarrou neste absurdo - ao nível da exaltação com o ato de amamentar em público - e criou uma escapatória para falar da deteção precoce do cancro da mama. A censura das redes sociais limita uma explicação gráfica de como fazer o autoexame? É fácil, usamos umas mamas de homem! A campanha, Man boobs for boobs, arrebatou um Grand Prix for Good nos Cannes Lions 2016, em junho.

O caril é para as amigas

15 de setembro de 2016

Raja Mahal, Lavapiés, Madrid

Adoro caril. Nem poderia ser diferente vivendo eu num edifício habitado quase exclusivamente por proprietários de restaurantes indianos de Lavapiés. Cheira a especiarias por todo o prédio, o que faz com que diariamente suba aqueles penosos cinco andares a sonhar com pratos carregados de garam masala e pão nan.

Islândia: on the road

14 de setembro de 2016

Não é nenhuma novidade: setembro é o mês dos recomeços. No pico do verão andámos por aí, fora de casa. Na praia de sempre, nas festas da aldeia, do bairro, a percorrer Portugal ou num qualquer país mais ou menos longínquo. Os emigrantes foram à terra, viram a família. Outros pegaram na sua nova família e fizeram-se à estrada - como fazíamos nós todos os anos em agosto, rumo ao Algarve, com a cassete do Jackpot 88 a tocar.

O Cristiano

7 de julho de 2016
Todos os dias o Cristiano é tema de conversa à mesa do almoço, no trabalho. Que joga de puta madre e é o melhor do mundo? Não. Que foi o primeiro jogador a alcançar os 30 golos em seis épocas consecutivas da Liga espanhola? Também não. O que faz pelo Real Madrid? As Bolas de Ouro? Os incontáveis recordes que bate? Não, não, não, senhores.

O facto de fazer as sobrancelhas. SIM. Que homem que faça as sobrancelhas merece a nossa atenção e admiração? Nenhum.

Os meus amigos espanhóis do sexo masculino, no geral, não gostam do Cristiano. Nem mesmo os madridistas. Dizem que antes um homem brindado com um bom tufo de pelos no peito. Em parte, não posso deixar de concordar - um macho está muito melhor peludo do que outra coisa. O que me faz espécie, e de certeza que à Dona Dolores também, é que se foquem apenas nas pilosidades do moço. No corpo tesudo que desfila. Nas mulheres igualmente tesudas que leva para casa. Nos boatos do namorado marroquino (“É gay o vosso Cristiano, não é? Não é?”).

Esta embirração é evidente, tanto que grande parte dos espanhóis não está com Portugal nesta competição. Preferiam que ganhasse o País de Gales, a França ou a Alemanha, países com que se identificam muito menos culturalmente, podia jurar. Portugal? Nuestros hermanos? Hola?

Por tudo isto e muito mais, nunca uma vitória me soube tão bem. Vamos à final do Euro, algo de que estes meninos não se podem gabar. Se perdermos, #quesafoda, mas vamos estar lá.

Com esta equipa cheia de vontade e fé.

Com o Cristiano, o seu peito depilado a laser e as suas sobrancelhas arranjadas.

Offboarding checklist

29 de abril de 2016
- Passe as suas tarefas diárias ao colega a quem estas foram atribuídas.
- Apresente os documentos de despesas pendentes.
- Preencha as folhas de horas da última semana de serviço.
- Entregue o portátil e o telemóvel ao departamento administrativo.
- Devolva o cartão de acesso do edifício ao seu manager.

Nas empresas, as despedidas fazem-se também de formalidades como esta. Uma lista que devemos picar para garantir que deixamos para trás tudo bem fechado e arrumado - de forma a que a nossa partida seja o mais suave e tenha o menos impacto possível para quem fica.

Podíamos acrescentar:

- Recolha todos os tupperwares com bolor que tem esquecidos na cozinha.
- Assegure-se de que não deixa post-its comprometedores no seu módulo de gavetas.
- Apague do computador as fotografias que andou a postar no Facebook no horário de trabalho.

Mesa para uma

6 de abril de 2016

Ela sentou-se à mesa, pediu a carta e apontou: "Paella, por favor." Já salivava com a imagem do arroz com marisco e açafrão quando ouviu a resposta que a fez descer daquela nuvem valenciana. "Desculpe, não fazemos paellas para uma só pessoa."

Uma só pessoa. Só. Sozinha. Como ela sempre andava, solta e livre. Feliz? Tinha dias, como toda a gente. E certamente não iria ser um empregado de mesa a estragar-lhe AQUELE dia, que era um dos bons.

Ela não queria tortilla, calamares ou croquetes de presunto. Queria paella e queria o prato cheio. Simplesmente não vive de pinchos e raciones pequenas. E, chamem-lhe mimada, já há muito que se deixou de meias doses.

No dia seguinte

23 de março de 2016
No dia seguinte, voltamos a sair de casa. Ninguém fica encerrado entre quatro paredes, como ontem por lá. Foi lá que aconteceu, não foi cá.

No dia seguinte, entro na estação para apanhar o Cercanías para o trabalho. Há 12 anos, a 11 de março, foi em algumas destas estações e num destes comboios que dez bombas tiraram a vida a 191 pessoas e feriram mais 2050. Mas isso foi há 12 anos, agora há outras datas - 13 de novembro e 22 de março são apenas duas delas. São datas que se multiplicam, enchendo o calendário de estilhaços e manchas de sangue.

No dia seguinte, olhamos para todos os lados, desconfiamos de qualquer mochila. Temos a tragédia tão presente. Os grupos de polícias que vagueiam com metralhadoras em punho quase nos fazem crer que está tudo controlado. O alerta máximo continua ativo. Mas o dia de ontem lembra-nos que não. Ontem foi lá, amanhã provavelmente será aqui.

No dia seguinte, “a Europa recupera dos atentados”: as principais bolsas seguem em ligeira alta, recobrando das perdas sofridas ontem. Nós também vamos recuperando, a pouco e pouco, ainda que afogados em medo e revolta.

No dia seguinte, também a nossa vida segue. Cancelam-se algumas viagens ou concertos, mas segue. No entanto, as hashtags #jesuis... estão certas. Eu sou Paris, Ankara e Bruxelas - esteja em Madrid, em Lisboa ou na Cadriceira. E a responsabilidade está do nosso lado: a de repudiar o fundamentalismo e manter o discernimento, mesmo quando o terror insiste em tentar corromper-nos as ideias. Ontem, hoje e no dia seguinte.

Lições de espanhol #1: Cojones, cojones everywhere

22 de março de 2016
Diz-se que "a língua portuguesa é muito traiçoeira". Eu própria o dizia mas agora, por muito que puxe pela cabeça, não me lembro das razões. É que se acham que o idioma de Camões engana alguém, esperem só para ver o de Cervantes. E, pior, em temas e situações que fazem corar até o maior dos sem-vergonhas.

Já sabia falar espanhol antes de vir viver para Madrid mas, apesar de os professores de castelhano não terem problemas em atirar um bom JODER, não estava dentro de todos os pormenores e curiosidades do calão. Aprende-se rapidamente, é lógico, porque em cada esquina se ouve um COÑO. Mas nenhum português está a salvo de um vexame quando pede massa "follada" no supermercado (note-se: a massa folhada aqui chama-se "hojaldre", e massa "follada" seria uma massa que foi... como dizer? Que acabou de fazer o amor?).

Porque não quero que os meus compatriotas passem por embaraços ao visitar ou emigrar para o lado de cá da fronteira, inauguro esta secção muito especial, 100% didática. Não quero também, de forma alguma, que Cervantes dê voltas no caixão. Há que saber perfeitamente quando se deve empregar um "gilipollas" e quando se deve empregar um "hijo de puta". Faz toda a diferença.

Brackets de porcelana para o coração

17 de março de 2016

No dia em que o conheci ele levava uma camisa de flanela de aspeto quentinho (daquelas que parece que dizem “toma o meu ombro, anda, que eu sou fofinho e cómodo”), barba por fazer e um sorriso irrepreensível. Alinhado, branco, perfeito. Iria perceber a importância que a dentição tinha para ele mais tarde, quando me revelou o seu motto de macho: "Há duas coisas que se deve cuidar SEMPRE: os dentes e a namorada". Quanto ao sorriso, tudo muito bem. Lavagens frequentes, elixir, fio dental e até palito depois das refeições para soltar aquele bocado de presunto prisioneiro nas catacumbas de um molar. É, a mãe tinha-lhe ensinado bem as regras da higiene oral. Mas a saúde mental sofria de halitose, estava arruinada. Podre como um dente que não tem outra solução que não seja arrancar pela raiz. Só que a essa não há alicates que valham.

Tudo sobre as minhas mamas #1: Bra fitting

15 de março de 2016

Notas que o soutien sobe nas costas? Até com o soutien posto, sentes que o peito fica caído? As mamas saem das copas? Ficam espaços entre o soutien e o peito? As alças deixam marcas nos ombros? Ou caem com frequência?

Quando a resposta a pelo menos uma destas perguntas da Dama de Copas é sim, está na altura de ir a uma consulta de bra fitting: não estamos a usar o número ou modelo de soutien certo para as nossas "meninas". E não estamos sozinhas nisto: a loja estima que mais de 90% (!!) das mulheres não usa o soutien adequado, o que pode provocar não só desconforto mas também lesões, flacidez e descaimento.

Já há algum tempo que eu sabia que fazia parte dessa estatística e que queria ir à Dama de Copas experimentar duas dúzias de soutiens com a assessoria de uma bra fitter experiente. Nunca cheguei a fazê-lo em Lisboa (a marca está em Portugal desde 2009) mas agora, depois de ver vários artigos sobre o tema em revistas e blogs, fui pesquisar mais e descobri que há uma loja aqui em Madrid. Como estava a precisar de um soutien de desporto como manda a lei, decidi-me a ir até Goya tratar do assunto. Chega de desleixos com a lingerie! Chega de pôr as maminhas em trabalhos! Gosto demasiado delas para não lhes dar o todo o apoio necessário, nos bons e nos maus momentos.

My MAD Special Spots #2: Mercado de Motores

13 de março de 2016

Dos diversos mercados que se realizam em Madrid, o meu preferido é sem dúvida o Mercado de Motores. Isto porque aos produtos vintage e de design, às delikatessen artesanais várias, aos food trucks e à música junta-se um cenário encantador: o Museo del Ferrocarril. Enquanto fazemos compras (ou simplesmente deambulamos tentando resistir a bolos de limão com sementes de papoila e calções Levi's já gastos), podemos então maravilhar-nos com comboios centenários que um dia percorreram Espanha de lés a lés.

Talvez ainda

Já passaram cinco anos, eu sei. O comboio seguiu o seu caminho e eu não quis fazer a mesma viagem, tu sabes. Também não é segredo nenhum que não fiquei parada naquela estação. Mais faltava... Afinal, meia década dá para muito, não é? Para o bem e para o mal.

Já não aguento as ressacas como antigamente. Sou mais eu de dia do que de noite. Não consigo estar demasiado tempo na cama de manhã, ao fim de semana. Sinto remorsos profundos se salto o ginásio. Tenho um álbum de "frases motivacionais" no Pinterest, ao qual dou muita importância. E de cozinha. Já cozinho muito mais do que seitan de cebolada, para que saibas. Sonho com o dia em que vou ter forno e uma varandinha para plantar manjericão. Vivo longe, sozinha, e varro o chão se eu quiser. Mas quero sempre.

My MAD Special Spots #1: Templo de Debod

11 de março de 2016
No final deste mês faz dois anos que me mudei para Madrid. Tenho vindo a pensar nisso, neste marco, e que tenho pena de não tirar mais fotos nem escrever mais sobre a cidade. Vou escrevendo, mas essencialmente sobre a experiência de estar longe de casa, a montanha-russa de emoções, os sentimentos novos... É bom, tenho a certeza de que um dia mais tarde vou adorar recordar alguns momentos e como me senti numa fase tão life-changing para mim. Ainda assim, é certo que quando voltar para Portugal vou ter saudades disto tudo e querer ter os meus special spots perto da vista e do coração.

É a pensar nisso que dou início a esta fantástica rubrica! E em vocês, que estão a planear uma visita a Mad MAD. Quero partilhar sítios de que gosto, quer sejam restaurantes, bairros, monumentos, lojas, mercados, jardins... ou o bar mais "cutre" (chunga, em bom português) aqui da rua. Não serão sempre os espaços ou zonas mais "in" da cidade, mas simplesmente sítios que me transmitem algo a mim, independentemente das razões e de se são ou não especiais para a generalidade das pessoas.

Vou começar com um clássico, o Templo de Debod.

Foto: Porta-bagagem

8 de março

8 de março de 2016

Queria escrever alguma coisa sobre este dia, mas veio a Beatriz e fê-lo antes e tão bem.

Não, não me felicites por ser mulher, que não estou para festas. Iguala-me o salário, não me despeças porque estou grávida ou quando te peça redução de jornada, respeita as minhas decisões, o meu NÃO significa NÃO. Não quero os teus piropos, ainda que penses que me animam. Não quero voltar para casa de noite com o telemóvel na mão, “just in case”. Deixa de dizer piadas machistas com o teu bando de amiguinhos, não têm graça, não levam a lado nenhum. Não me coisifiques, não sou um cu e umas mamas. E não, a quantidade de roupa que levo vestida não te dá direito a dizer-me nem fazer-me nada. Responsabiliza-te pela criança, pelas tarefas de casa, por ir às compras, pelas vacinas, pelas reuniões da escola. Educa os teus filhos a respeitar para que eu não tenha de ensinar as minhas filhas a defenderem-se. Eu não sou a “filha de, mãe de, esposa de”. Luta comigo pelos meus direitos para que este dia deixe de existir e então felicita-me, porque esse dia será um grande dia para todos. Esse dia, sim, será uma festa.

(traduzido deste post no Facebook da blogger Beatriz Millán)

Problema de concentração resolvido: Victoria desce dos saltos

25 de fevereiro de 2016
Pois é. Há cerca de dois anos, Victoria Beckham não descia das alturas nem para experimentar uma passadeira que permite fazer exercício enquanto se trabalha. De sapatos rasos simplesmente não se conseguia concentrar, justificava. Agora, aquela que nos anos 90 era conhecida como Posh Spice afirma que já teve a sua dose de saltos altos. Ou overdose? "I just can’t do heels any more", confessou a designer britânica. "At least not when I’m working".

Aqui está ela - e a sorrir!

Rendida aos rasos, Victoria dá cartas com ténis Adidas (como os Stan Smith totalmente brancos da foto acima) e sapatos masculinos como mocassins, loafers e oxfords. Da roupa justa tipo chouriça combinada com saltos agulha vertiginosos, a empreendedora passou a um uniforme mais solto - composto por camisolas de gola alta confortáveis, calças que parecem sacadas do armário do David e calçado desportivo. Um look à medida de alguém que trabalha e viaja, a Victoria crescida, mulher de negócios e mãe de quatro miúdos (que já se vestem melhor do que qualquer uma de nós, por sinal).