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O Cristiano

7 de julho de 2016
Todos os dias o Cristiano é tema de conversa à mesa do almoço, no trabalho. Que joga de puta madre e é o melhor do mundo? Não. Que foi o primeiro jogador a alcançar os 30 golos em seis épocas consecutivas da Liga espanhola? Também não. O que faz pelo Real Madrid? As Bolas de Ouro? Os incontáveis recordes que bate? Não, não, não, senhores.

O facto de fazer as sobrancelhas. SIM. Que homem que faça as sobrancelhas merece a nossa atenção e admiração? Nenhum.

Os meus amigos espanhóis do sexo masculino, no geral, não gostam do Cristiano. Nem mesmo os madridistas. Dizem que antes um homem brindado com um bom tufo de pelos no peito. Em parte, não posso deixar de concordar - um macho está muito melhor peludo do que outra coisa. O que me faz espécie, e de certeza que à Dona Dolores também, é que se foquem apenas nas pilosidades do moço. No corpo tesudo que desfila. Nas mulheres igualmente tesudas que leva para casa. Nos boatos do namorado marroquino (“É gay o vosso Cristiano, não é? Não é?”).

Esta embirração é evidente, tanto que grande parte dos espanhóis não está com Portugal nesta competição. Preferiam que ganhasse o País de Gales, a França ou a Alemanha, países com que se identificam muito menos culturalmente, podia jurar. Portugal? Nuestros hermanos? Hola?

Por tudo isto e muito mais, nunca uma vitória me soube tão bem. Vamos à final do Euro, algo de que estes meninos não se podem gabar. Se perdermos, #quesafoda, mas vamos estar lá.

Com esta equipa cheia de vontade e fé.

Com o Cristiano, o seu peito depilado a laser e as suas sobrancelhas arranjadas.
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